Estudantes de Engenharia da UFRJ se mobilizam para tentar salvar o Maglev da Universidade

Estudantes de engenharia da UFRJ lançaram a hashtag #SalvemOMagLev afim de atrair a atenção de possíveis investidores para o MagLev, um veículo de levitação magnética desenvolvido pela universidade. 

Em busca de um financiamento no valor de 10 milhões, para chegar à escala industrial, o projeto participou de diversos editais para o prosseguimento do projeto. Porém, por mais que o projeto fosse reconhecido como de mérito, em nenhum destes editais foi permitido o avanço da tecnologia. 

Infelizmente as reservas se esgotaram e o projeto não poderá seguir. Uma tecnologia de ponta totalmente brasileira foi deixada de lado e o desenvolvimento tecnológico nacional sofre mais um grande impacto. 

O objetivo é atrair governos ou empresas privadas. “Não queremos deixar esse projeto que tem tanta história de pesquisa e inovação acabar, não só por ser um grande projeto da COPPE/UFRJ, mas também pelo seu grande potencial de mudar a mobilidade urbana brasileira”, afirmam os estudantes. 

O Maglev-Cobra opera desde 2015 na Cidade Universitária, com funcionamento testado e aprovado durante mais de cinco anos e mais de 20 mil passageiros. Para que o trem possa virar realidade nas cidades, são necessários mais investimentos para a automação e a criação de uma malha viária mais ampla. 

Atualmente apenas três países têm trens de levitação magnética em circulação: Coreia do Sul, China e Japão. Porém, segundo Richard Magdalena Stephan, professor da Coppe, a tecnologia empregada nesses veículos é de ímãs atrativos, enquanto a utilizada  no Maglev-Cobra é de ímãs de terras raras, uma alternativa mais segura e barata. 

“O Brasil é líder nas pesquisas do tipo, seguido pela Alemanha (com o Supratrans) e a China (com o SuperMagLev),países que também realizam estudos para o desenvolvimento de trens de levitação por ímãs de terras raras”, contou.

Fonte: Bafafá

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